quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Fidelidade não se cobra!



Não! Fidelidade não se cobra, não se conquista cobrando.

Fidelidade não é uma obrigação, como também não é parte integrante de um compromisso.

Só hoje percebi o quanto sou convicta de minha opinião sobre fidelidade. E isso não vale só para relacionamentos de amor. Falo também de coisas banais, tais como fidelidade a manicure, cabelereira, restaurantes.

Considero injusto me cobrarem fidelidade. Sabem por que? Porque sou fiel! E o sou porque quero ser. Quando quero ser.

E não acho que isso esteja diretamente ligado a traição, que só de ouvirem o som da palavra já se sente uma lança atravessar o peito. Isso está diretamente ligado a opção.

Pois bem, não posso negar que sempre tive uma louca paixão pelo o que é dado. Pelo amor que é dado, pelo tempo que é dispensado, pela atenção que é direcionada, pelas palavras que são gastas. E, desde então, esse pensamento tem permeado minha vida.

Claro que algumas tarefas são feitas por obrigatoriedade, mas nunca deixei que fosse assim com meus sentimentos; amo quando sou fiel, e sou fiel quando amo, não necessariamente quando e porque tenho um compromisso.


E se decido ser infiel, ainda assim, fiel estou sendo. Estou sendo a mim.
E é só a mim que eu o quero ser. Sempre!
Fiel ao meu amor, ao meu querer, ao meu sentir.
Porque fidelidade, não se cobra! Muito menos de si próprio.

Hoje entendo porque nunca fui fiel à minha banda favorita e porque meu prato predileto é trocado por outro a cada ano.

É porque o selo de fidelidade é colocado apenas no que está dentro de mim. E enquanto está.

O som que embala minha vida